Comunicação científica: breve reflexão

Pelo Bibliotecário Mário Gaudêncio

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Ao passo que a dinâmica da comunicação científica se expande, inúmeras atividades são demandadas e a busca pela qualificação e o comprometimento com a prática editorial se torna cada vez mais evidente, oportuno e necessário.

O processo de comunicação da ciência, após a fase de consolidação do Movimento Internacional Acesso Aberto, provocou nos profissionais que produzem e gerenciam conteúdos, novas posturas.

Face a este processo, e mesmo depois de ter ocorrido um aumento exponencial do número de periódicos e a ampliação quantitativa e qualitativa de livros, utilizando mídias impressas e digitais, a cadeia produtiva no processo de produção de conteúdo científico não poderia se acomodar. Uma série de desafios eram lançados e a comunidade científica deveria oportunizar respostas ágeis e rápidas.

Se por um lado a “filosofia” open access permitiu ampliar o processo de democratização quanto a submissão, acesso, uso e interação à informação, fruto do resultado de investigação científica, por outro, muitas lacunas se expandiam, que em certa medida demoravam para ser solucionados, dentre elas está o reposicionamento profissional, internacionalização de pesquisas, legitimação, transparência e curadoria quanto ao trato de seus conteúdos.

Com este cenário a comunicação científica se deu conta que as suas engrenagens não estavam prontas e consolidadas ao ponto de termos no Brasil uma cadeia forte e cíclica de produção, divulgação e interação em todas as regiões brasileiras.

Isso reflete os dias atuais, onde a realidade conjuntural apresenta um desenvolvimento desigual no Estado, seja por questões políticas ou de percepção para fortalecer a tríade Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento.

Infelizmente, apesar de ser vista a necessidade de uma evolução de longo prazo ao contexto da educação, ciência e tecnologia, o Estado na prática não consegue pensar e executar ações para o Brasil para um período substancial. Vivemos cotidianamente um “efeito sanfona”, ou seja, o investimento de hoje, provavelmente não existirá amanhã. É um cenário difícil para qualquer setor produtivo brasileiro e no caso, também para a campo da comunicação da ciência.

Por isso, ao pensar o processo de comunicação científica, as suas mais diversas facetas e áreas de domínio (campos do conhecimento e disciplinas) devem ser respeitadas. Não existe ambiente melhor ou pior. E isso vale também para àquelas atividades de pequena, média ou alta complexidade. Se antes tínhamos como desafio, encontrar o espaço adequado para publicar um texto, hoje temos desafios políticos e institucionais, além de uma constante busca para promover a qualidade das investigações produzidas por meio de canais de comunicação capazes de potencializar a fidelização, interação e ampliação do alcance no trato científico.

A sociedade da informação, conhecimento, tecnologia e da comunicação entra em um novo estágio global, que o da interação, convergência e curadoria. O quão estamos preparados para favorecer a comunicação científica dentro de um cenário de disputa indiretamente oportunizado pelos canais de comunicação e investigação da ciência? Para ilustrar esta pergunta, talvez uma segunda ajude a responder a primeira: Será que basta dispor de publicações científicas com Qualis, DOI, ORCID, Indexação Internacional, Fator de Impacto e Conselho Editorial, por exemplo, para serem consideradas boas? É possível ir além? Se sim, o que falta?

Talvez se olhamos para “Microfísica do poder” e “Modernidade Líquida” por exemplo, encontremos possíveis soluções para possíveis cenários. Quem sabe se o investigador, na verdade, a pessoa, o ator social for visto de fato como o “centro das atenções”,  com todas as suas especificidades, sem frieza, imediatismo, distanciamento e empoderamento, tenhamos condição de lutar e construir um meio ambiente científico plural, horizontal e aberto.

Uma outra literatura é possível?

Pelo Bibliotecário Mário Gaudêncio

O texto escrito pelo Jornal El País por António Jimenez Barca intitulado “A literatura brasileira muito além do futebol e do samba”, nos provoca a fazer várias reflexões, dentre elas, está a necessidade de nos perguntar para quem escrevemos e que tipo de literatura precisamos oportunizar.

Muitas vezes, ficamos “amarrados” a ideia de uma literatura “erudita”, seletiva e bairrista que é destinada a poucos, seja por questões de classe, pessoal ou de limitação do pensamento editorial.

Mesmo após 500 anos da invasão portuguesa ao Brasil, continuamos visualizando que o acesso ao conhecimento é limitado e personificado de intenções ideológicas que ainda estão distantes para integrar de fato o país.

O Estado continua aprofundando dividendos históricos que dificilmente serão equacionados, seja por uma questão conjuntural ou por ausência de motivação política.

É preciso que sejam criadas verdadeiras políticas literárias de inclusão, tanto voltadas aos escritores quanto aos leitores. É preciso favorecer uma escrita literária plural, onde os mais diversos rostos da sociedade tenham espaço na cadeia produtiva da dinâmica artística nacional.

Estas barreiras refletem a estrutura educacional e cultural vigente, onde poucos podem escrever e/ou ter acesso as produções artísticas.

Portanto, enquanto não for promovida uma política literária expansiva, integradora e incluidora, não teremos um país plural e que consiga expressar o pensamento da coletividade brasileira. Precisamos de escolas, bibliotecas, universidades, centros culturais, ONGs e outras que respeitem a diversidade nacional, fazendo com que a criação intelectual seja de fato de e para todas e todos.

Texto inspirado na reportagem de António Jimenez Barca, no Jornal El País. O artigo está disponível para leitura na íntegra. Acesse.

REFERÊNCIA

BARCA, António Jimenez. A Literatura brasileira muito além do futebol e do samba. Jornal El País, 31 jul. 2016. Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/29/cultura/1469788771_200596.html>. Acesso em: 01 ago. 2016.

O que Realidade Aumentada?

Pelo Bibliotecário Mário Gaudêncio

Recentemente visualizamos diversos comentários e dúvidas sobre o jogo “Pokémon Go”, que inclusive tem sido um sucesso internacional. Contudo, a tecnologia que está por traz dela é algo ainda mais surpreendente, pois a “realidade aumentada (RA) ou augmented-reality ( AR ) é a integração de informações virtuais a visualizações do mundo real (como, por exemplo, através de uma câmera)” (WIKIPÉDIA, 2016, online).

Temos em condições artificiais uma tecnologia capaz de criar um contexto híbrido que possibilita aproximar a civilização de um “mundo real imbricado”, incluindo determinados objetos visuais e sensoriais, sendo capaz de ser aplicado não apenas a área do entretenimento.

HelloLittleOne!

Talvez por isso que Cortella e Dimenstein (2015), digam que não existe mais uma linha tênue entre real e virtual. Um está contido no outro. Este cenário se fortalece cada vez mais quando temos a intenção de solucionar problemas do “mundo real” e não conseguimos. É também em virtude desse contexto que Bauman (2001) reflete a ideia de “modernidade líquida”.

Portanto, emular situações a partir da Realidade Aumentada (RA), será cada vez necessário para que tenhamos condição de iluminar questões tecnológicas, sociais e culturais ainda não equacionadas.

REFERÊNCIAS

BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Tradução Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

CORTELLA, M. S. A Era da curadoria: o que importa é saber o que importa. Campinas: Papirus, 2015).

G1. Pokémon Go para IOS e ANDROID levará monstrinhos para mundo real. 2015. Disponível em: <http://g1.globo.com/tecnologia/games/noticia/2015/09/pokemon-go-para-ios-e-android-levara-monstrinhos-para-mundo-real.html>. Acesso em: 18 jul. 2016.

WIKIPÉDIA. Pokémon Go. 2016. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Pok%C3%A9mon_GO>. Acesso em: 18 jul. 2016.

WIKIPÉDIA. Realidade aumentada. 2016. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Realidade_aumentada>. Acesso em: 18 jul. 2016.

Histórias de gatos em bibliotecas

gatos em bibliotecas

Pelo Bibliotecário Mário Gaudêncio

Historicamente temos percebido relatos de gatos ligados a bibliotecas, contudo, muitas vezes esquecemos de fazer os devidos questionamentos sobre as motivações ou cenários para que esta realidade exista. Assim, vale a pena fazer as seguintes provocações:

  1. Qual a relação dos gatos com as bibliotecas?
  2. Por que se fala tanto de gatos nestes locais?

Fazendo rapidamente um olhar histórico, é possível observar que

“a primeira associação com os humanos da qual se tem notícia ocorreu há cerca de 9.500 anos, período superior ao estimado anteriormente, que oscilava entre 3500 e 8000 anos. […] Os gatos sempre foram muito referenciados na cultura popular. Dentre os antigos povos que reverenciavam os gatos, destacam-se as civilizações egípcia, birmanesesa, celta, latina, nórdica, e persa. Todas essas culturas tinham em comum a presença de deuses que apresentavam-se na forma de gatos” (WIKIPÉDIA, 2016, online).

É possível ilustrar esta informação a partir da representação do felino na antiguidade egípcia, conforme mostra-se a seguir:

Figura 1 – Uma estatueta de um gato, feita no Antigo Egito, representando a deusa Bastet, em exposição no Museu do Louvre

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Fonte: Wikipedia (2016, online).

Numa perspectiva mitológica, conforme expressam os portais Wikipedia e Felinus (2016, online), os gatos são revelados por meio de várias representações simbólicas onde podiam refletir dentre outras coisas: poder, auto-domínio, concentração, força, sabedoria.

Tendo em vista estas breves informações, é bem verdade que não teremos uma a confirmação de uma tese filosófica sobre a questão, contudo, são levantados fortes indícios de que sua representação simbólica o aproxima de um mundo possível que permite-o se aproximar e conviver com espaços de conhecimento.

Mesmo fazendo este olhar “romântico” para este fenômeno, numa perspectiva mais pragmática, não podemos esquecer que o meio ambiente com o qual o felino está sendo inserido conta muito. Efetivamente, o fato de haver o interesse de alguns e o consequente cuidado de criar as condições necessárias para sua subsistência é muito mais palpável do que qualquer a outra ilação literária.

Mesmo levantando estes olhares, dia a dia encontramos diversas notícias ou histórias de gatos em bibliotecas, dentre elas destacamos o caso do gato “Orlando Teixeira”.

Figura 2 – Gato “Orlando Teixeira”

Gato Orlando Teixeira

Fonte: Mário Gaudêncio (2016).

Este gato, batizado de “Orlando Teixeira”, mesmo nome da Biblioteca Central, reside na Universidade Federal Rural do Semi-Árido junto de mais alguns felinos, tendo como função básica, receber os usuários da Unidade de Informação.

Ele é um felino de personalidade exótica, sendo ao mesmo tempo carinhoso e possessivo, atencioso e vigilante, curioso e autodidata.

Se ele pudesse, estaria todos os dias no atendimento ou no meio do acerto, ajudando aos seus usuários.

Talvez por isso que ocorrências como esta possibilitem “iluminar” histórias literárias ou jornalísticas.

Este mundo real, reflete em possibilidades fantásticas, onde o literário possibilita singulares ressignificações como é o caso da obra “Um gato entre os livros” de Vicki Myron (2008). Nesta obra observamos a seguinte sinopse:

A rotina da pacata cidade de Spencer, Yowa, Estados Unidos, se transforma após Dewey, um gato, ser encontrado na Biblioteca Pública. […] é a história real de um gato que fez da biblioteca – e da cidade de Spencer – sua casa e de seus habitantes, os melhores amigos (LIVRARIA CULTURA, 2016, online).

Figura 3 – Capa da obra “Dewey”: um gato entre livros

Dewey - um gato entre livros

Fonte: Livraria Cultura (2016)

Outro caso que podemos citar é o do “Bibliotecário Gato Pintado” (ver figura 4), imortalizado no Programa Infantil “Castelo Rá-Tim-Bom”. Aqui o apresentamos através do episódio 80, intitulado “Dicionário“.

Figura 4 – Bibliotecário “Gato Pintado”

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Fonte: Cultura Banco do Brasil (2015, online)

Assim, vamos vendo simbolicamente o quão tem sido importante a figura dos gatos enquanto figura do saber. Ainda enquanto ao “Gato Pintado”, podemos compreender a sua bela natureza a educação ao ouvirmos a música “Felino Sabidão“, composição de Fernando Salem e Luiz Macedo, além da interpretação do Ed Motta.

[…] Morando dentro da biblioteca do castelo, Gato é apaixonado pela arte escrita e costuma passar seu tempo lendo os livros que tanto gosta ou contando os mesmos na biblioteca de forma rígida. Quando alguém quer um livro, deve consultar com ele, pois ele tem um controle de quem pode ou não tirar os mesmos de lá. […]. Wikipedia (2016, online).

Numa perspectiva jornalística e jurídica temos o caso do gato “Browser” que mora na Biblioteca Pública da “cidade americana de White Settlement, no Texas” que provocou uma mobilização social sem precedentes em virtude ter sofrido uma ação judicial pública para deixar a Biblioteca. Este caso por sua vez, proporcionou um parecer favorável a Biblioteca e consequentemente ao gato Browser.

Figura 5 – “Browser” mora na biblioteca pública há seis anos

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Fonte: John L. Mone (apud G1, 2016, online).

Levando em consideração as histórias anteriores, este blog recebeu ilustres contribuições de colegas bibliotecários/as, dentre as quais apresentamos os seguintes relatos:

 – Gata “Gata” da BCZM

Ela é considerada a grande mascote da Unidade de Informação. A sua elegância e beleza é tamanha que terminou conquistando todos/as que passam pela Biblioteca Central Zila Mamede na UFRN,talvez por isso que a mesma foi batizada de “Gata”.

Figura 5 – A “Gata” sobre o catálogo online da BCZM

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Fonte: Alves (2013, online).

Na visão do Bibliotecário Fernando Antonny Guerra Alves,

E então… no fim do expediente (quase fechando a biblioteca – BCZM), a usuária mais “GATA” surge: 1) Primeiro consulta o catálogo e cadastra-se no sistema; 2) Vai às estantes a procura de seu livro […]; 3) Enfrenta a fila para o empréstimo; 4) Aguarda a sua vez […]; 5) No atendimento esbanja simpatia com os nossos funcionários! Espero q tenha ficado satisfeita com nossos serviços! Rsrsrsrs! (ALVES, 2013, online)

Após o seu surgimento, seria possível pensar as relações de trabalho sem a sua presença? Parece que não.

– Gato Bóris

Não muito longe do caso da “Gata”, está “Bóris”, que apesar de não viver em uma biblioteca, vivia entre os livros e fazia a alegria de um sebo e de seus visitantes na cidade Curitiba.

Figura 6 – Gato “Bóris”

Gato Bóris

Segundo a Bibliotecária Eve Saad:

Aqui em Curitiba, tínhamos o famoso gato Bóris (que nos deixou em fevereiro, ao ser atacado por um cachorro na rua). Ele “morava” em um sebo, no Largo da Ordem, centro histórico de Curitiba. Sempre saía para dar uma voltinha pelo Largo e voltava ao sebo […] (SAAD, 2016, online).

Apesar desta tragédia, “Bóris” deixou um ensinamento, “conviva sempre com conhecimento!”.

Diante dos relatos e das questões levantadas e observadas, vemos na prática que as experiências com os gatos em  bibliotecas e/ou espaços do saber, efetivamente apenas ocorreram por dois motivos básicos: 1) Pelo fato de alguém cuidar ou adotar; 2) Em virtude de questões ambientais, onde os mesmos são atraídos por comida.

Agora, é bem verdade que ao passo que eles se aproximam das bibliotecas e/ou espaços do saber, eles promovem dois sentimentos dicotômicos junto aos humanos, ou seja, Amor ou Ódio. Não existe meio termo nesta relação. Mas quando eles são bem acolhidos por estes espaços e pessoas, certamente terão uma grande chance de se tornar mascotes institucionais.

REFERÊNCIAS

ACONTECE na BCZM. 2013. Post recebido de Fernando Antonny Guerra Alves sobre a “Gata” da BCZM. Disponível em: <https://www.facebook.com/nandotonny/posts/425523830892086>. Acesso em: 08 ago. 2016.

FELINUS. Gatos pertos e suas superstições. 2016 Disponível em: <http://www.felinus.org/index.php?area=artigo&action=show&id=1254>. Acesso em: 13 jul. 2016.

G1. Nova votação permite que gato siga morando em biblioteca nos EUA. 2016 Disponível em: <http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2016/07/nova-votacao-permite-que-gato-siga-vivendo-em-biblioteca-nos-eua.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar>. Acesso em: 14 jul. 2016.

GATO Bóris. 2016. Comentário de post recebido de Eve Saad através do Grupo de Discussão do Facebook Biblioteconomia Brasil. Disponível em: <https://www.facebook.com/groups/bibliobrasil>. Acesso em: 08 ago. 2016.

LIVRARIA CULTURA. Dewey: um gato entre livros. 2016. Disponível em: <http://www.livrariacultura.com.br/p/dewey-um-gato-entre-livros-2612141#>. Acesso em: 13 jul. 2016.

YOUTUBE. Dicionário: ep. 80. Castelo Rá-Tim-Bum, 2012. Disponível em: <https://youtu.be/wXET1tJmd-o>. Acesso em: 14 jul. 2016.

WIKIPÉDIA. Castelo Rá-Tim-Bum. 2016. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_R%C3%A1-Tim-Bum>. Acesso em: 14 jul. 2016.

WIKIPÉDIA. Gatos na cultura popular. 2016. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Gatos_na_cultura_popular>. Acesso em: 13 jul. 2016.

Editorial: chegamos a marca de 100 mil visualizações

O Blog do Bibliotecário Mário Gaudêncio ou “Múltiplos Olhares para Informação” acaba de superar a marca 100 mil visualizações.

100 mil visualizações

Esse número é fruto do cuidado e zelo com o seu público, majoritariamente de estudantes e pesquisadores que buscam informações em torno do mundo do livro, leitura e da biblioteca, seja qual o meio, suporte ou posição ideológica.

A partir deste marco, serão ampliadas e aprofundadas posts de releituras em português, também por meio do que tem sido comunicado pelos principais jornais de língua espanhola que foquem olhares em torno das práticas de leitura que estejam em consonância com o mundo da ciência da informação.

Então, siga e acompanhe as nossas reflexões e releituras. Aqui será possível encontrar um olhar alternativo e crítico em torno do que é discutido pela sociedade.

Grato,

Mário Gaudêncio.

33 Habitantes e 1 Biblioteca com 16 Mil Livros

Escrito originariamente por Sara Polo
Adaptado e Indexado por Mário Gaudêncio

A Aldeia de Quintanalara, em Burgos na Espanha propõe um modelo de comunidade que deveria ser tomado como exemplo ou caso de sucesso para o Brasil, especialmente porque vivemos um cenário onde, apesar do Estado ter promulgado uma lei que propõe universalizar as bibliotecas no Brasil até 2020, o que temos é uma prática contraditória, onde os governantes não entendem as bibliotecas como espaços estratégicos de educação continuada e promotoras do desenvolvimento.

Diferente da realidade brasileira, a comunidade de Quintanalara na Espanha tem 33 habitantes, 4 ruas, 1 biblioteca e 16.000 livros. Isso mostra que uma sociedade se faz mediada por livros e valorização do saber.

33 Habitantes com 16 mil livros

Uma posição singular da comunidade, que conseguiu colocar a sua população no “mapa da inovação”, especialmente por possibilitar o surgimento de uma “biblioteca aberta 24 horas, 365 dias por ano”, conforme afirma Polo (2016, online).

Um outro diferencial do projeto idealizado pela aldeia de Quintanalara, é que a biblioteca utilizará o modelo Bookcrossing (veja o caso brasileiro). Por esse motivo, a Rede Espanhola de Bookcrossing (veja o caso de Quintanalara).

Para acessar a reportagem na íntegra, leia a notícia no Jornal El Mundo.

Fonte: Jornal El Mundo

11 Razões para escutar audiolivros

Adaptado por Mário Gaudêncio

O Ebrolis (Blog de notícias e curiosidades para os amantes dos livros),  publicou um post apresentando as 11 razões para escutar audiolivros. Em virtude disso, seguem as informações adaptadas a partir do texto em espanhol:

Book Fair '18

Para maiores detalhes e se tenha curiosidade pela íntegra do texto, acessar o post.

Texto originariamente disponível em: Ebrolis.com

 

 

Revistas em Ciência da Informação

Por Mário Gaudêncio

No sentido de facilitar a Recuperação da Informação das Revistas Científicas Nacionais e Internacionais (inglês e espanhol) em Ciência da Informação, foi sistematizada (ordem alfabética) a lista abaixo utilizando como parâmetro a Qualificação Capes (Qualis, avaliação 2014). Assim, temos os seguintes periódicos:

Revista: Anais da Biblioteca Nacional
ISSN: 0100-1922
Qualis: B5
Endereço: http://objdigital.bn.br/acervo_digital/anais/anais.htm

Revista: AtoZ: novas práticas em informação e conhecimento
ISSN: 2237-826X
Qualis: B5
Endereço: http://revistas.ufpr.br/atoz

Revista: Biblionline
ISSN: 1809-4775
Qualis: B1
Endereço: http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio

Revista: Biblios
ISSN: 1562-4730
Qualis: B1
Endereço: http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio

Revista: Biblioteca Escolar em Revista
ISSN: 2238-5894
Qualis: B3
Endereço: http://revistas.ffclrp.usp.br/berev

Revista: Biblos
ISSN: 0102-4388
Qualis: B3
Endereço: https://www.seer.furg.br/biblos

Revista: BiD – Textos Universitaris de Biblioteconomia i Documentació
ISSN: 1575-5886
Qualis: B1
Endereço: http://bid.ub.edu/es

Revista: Boletim do Grupo de Estudos em Direito Autoral e Informação
ISSN: 2177-7497
Qualis: C
Endereço: http://gedai.com.br/?q=pt-br/boletins

Revista: Brazilian Journal of Information Science
ISSN: 1981-1640
Qualis: B1
Endereço: http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/bjis/index

Revista: Cadernos de Biblioteconomia, Arquivistica e Documentacao
ISSN: 0007-9421
Qualis: B2
Endereço: http://www.apbad.pt/Edicoes/Edicoes_Cadernos.htm

Revista: Cataloging Classification Quarterly
ISSN: 0163-9374
Qualis: A2
Endereço: http://catalogingandclassificationquarterly.com

Revista: Ciência da Informação
ISSN: 1518-8353
Qualis:B1
Endereço: http://revista.ibict.br/ciinf

Revista: Comunicação & Informação
ISSN: 1415-5842
Qualis: B2
Endereço: https://www.fic.ufg.br/n/81546-revista-comunicacao-informacao-lanca-nova-edicao

Revista: CRB-6 Informa
ISSN: 1982-775X
Qualis: C
Endereço: http://blog.crb6.org.br/revista-crb-6-informa

Revista: Cuadernos de Información – Facultad de Comunicaciones
ISSN: 0716-162X
Qualis: B1
Endereço: http://www.cuadernos.info/index.php/CDI

Revista: Datagramazero
ISSN: 1517-3801
Qualis: B1
Endereço: http://www.datagramazero.org.br

Revista: Documentacion de las Ciencias de la Informacion
ISSN: 0210-4210
Qualis: B1
Endereço: http://revistas.ucm.es/index.php/DCIN

Revista: El Profesional de la Información
ISSN: 1386-6710
Qualis: A1
Endereço: http://www.elprofesionaldelainformacion.com/index.html

Revista: Em Questão
ISSN: 1808-5245
Qualis: B1
Endereço: http://seer.ufrgs.br/EmQuestao

Revista: Encontros Bibli
ISSN: 1518-2924
Qualis: B1
Endereço: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb

Revista: Informação & Informação
ISSN: 1981-8920
Qualis: B1
Endereço: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao

Revista: Informação & Sociedade
ISSN: 1809-4783
Qualis: A1
Endereço: http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies

Revista: Information Research
ISSN: 1368-1613
Qualis: A1
Endereço: http://www.informationr.net/ir

Revista: Information Sciences
ISSN: 0020-0255
Qualis: A1
Endereço: http://www.journals.elsevier.com/information-sciences

Revista: InterScientia
ISSN: 2317-7217
Qualis: B5
Endereço: https://periodicos.unipe.br/index.php/interscientia

Revista: Investigación Bibliotecológica
ISSN: 0187-358X
Qualis: A1
Endereço: http://iibi.unam.mx/revistaCuib.html

Revista: Journal of The American Society For Information Science and Technology
ISSN: 1532-2890
Qualis: A1
Endereço: https://www.asis.org/jasist.html

Revista: Knowledge Organization
ISSN: 0943-7444
Qualis: A1
Endereço: http://www.isko.org/ko.html

Revista: Liinc em Revista
ISSN: 1808-3536
Qualis: B1
Endereço: http://liinc.revista.ibict.br/index.php/liinc

Revista: Múltiplos Olhares em Ciência da Informação
ISSN: 2237-6658
Qualis: B5
Endereço: http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/moci

Revista: Páginas A & B. Arquivos & Bibliotecas
ISSN: 0873-5670
Qualis: B4
Endereço: http://revistas.ua.pt/index.php/paginasab

Revista: Perspectivas em Ciência da Informação
ISSN: 1981-5344
Qualis: A1
Endereço: http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci

Revista: Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia
ISSN: 1981-0695
Qualis: B1
Endereço: http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/pbcib

Revista: PontodeAcesso
ISSN: 1981-6766
Qualis: B1
Endereço: http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistaici

Revista: RBBD – Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação
ISSN: 1980-6949
Qualis: B1
Endereço: https://rbbd.febab.org.br/rbbd

Revista: RECIIS – Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde
ISSN: 1981-6278
Qualis: B1
Endereço: http://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis

Revista: Revista ACB
ISSN: 1414-0594
Qualis: B2
Endereço: https://revista.acbsc.org.br/racb

Revista: Analisando em Ciência da Informação
ISSN: 2317-9708
Qualis: B5
Endereço: http://racin.arquivologiauepb.com.br

Revista: CRB-8 Digital
ISSN: 2177-1278
Qualis: B5
Endereço: http://revista.crb8.org.br/index.php/crb8digital

Revista: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação
ISSN: 1678-765X
Qualis: B1
Endereço: http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/rbci

Revista: Revista Española de Documentación Científica
ISSN: 0210-0614
Qualis: A1
Endereço: http://redc.revistas.csic.es/index.php/redc

Revista: Revista General de Información y Documentación
ISSN: 1132-1873
Qualis: A2
Endereço: https://revistas.ucm.es/index.php/RGID

Revista: Revista Ibero-Americana de Ciência da Informação
ISSN: 1983-5213
Qualis: B1
Endereço: http://periodicos.unb.br/index.php/rici

Revista: Revista Interamericana de Bibliotecologia
ISSN: 0120-0976
Qualis: A2
Endereço: http://aprendeenlinea.udea.edu.co/revistas/index.php/RIB

Revista: Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação
ISSN: 1983-5116
Qualis: B1
Endereço: http://inseer.ibict.br/ancib/index.php/tpbci

Revista: Transinformação
ISSN: 0103-3786
Qualis: A1
Endereço: http://periodicos.puc-campinas.edu.br/seer/index.php/transinfo

Fonte da pesquisa: Plataforma Sucupira

Capes lança edital de apoio à publicação científica de Acesso Aberto

Capes lança importante de apoio a publicação científica brasileira.

Segundo a Capes (2016, online), a ideia é de

“apoiar e incentivar a editoração e a publicação de periódicos científicos brasileiros em todas as áreas de conhecimento, sendo considerado prioritário o apoio às revistas divulgadas por meio eletrônico, na Internet, em modo de acesso aberto, ou de forma impressa/eletrônica simultaneamente”.

É importante salientar que são disponíveis recursos para custeio.

Veja a íntegra do edital no Portal da Capes.

Fonte: Capes